Pernambuco ampliou em 7% número de transplantes

Recusa familiar ainda é o principal entrave para aumentar percentual de procedimentos

No período de fim de ano, a solidariedade é um dos atos mais comentados e que pode ser efetivado de várias formas. Além de ajudar o próximo com alimentos e insumos pessoais, a população também pode aproveitar o período para pensar em um ato de solidariedade que salva vidas: a doação de órgãos e tecidos. De acordo com a Central de Transplantes de Pernambuco (CT-PE), esse é um tema que precisa ser tratado em vida, já que no Brasil a doação só pode ser efetivada com a autorização de um parente de até segundo grau.
“Quando um ente querido demonstra a vontade de doar órgãos, na hora da morte, o familiar entende que aquele é seu último desejo e tende a atendê-lo. Por isso a importância de conversamos sobre o assunto, tirarmos as dúvidas. Esse é um ato que pode salvar muitas vidas. Uma única pessoa pode tirar até sete pessoas da fila de espera”, afirma a coordenadora de Descentralização da CT-PE, Domany Cavalcanti. Ela ainda lembra que, entre agosto e outubro deste ano, entre 50% e 60% das potenciais doações não foram efetivadas por causa da recusa familiar, principal entrave para ampliar o número de doações. 
Entre janeiro e novembro deste ano, a CT-PE efetivou 1.308 transplantes. O número é 7% maior que o registrado no mesmo período de 2015, com 1.222 transplantes. Apesar do aumento no número total, a CT-PE ressalta que houve uma queda no número de transplantes de órgãos sólidos (rim, rim/pâncreas, fígado e coração). “Os pacientes em fila de espera por um rim ainda tem a hemodiálise para substituir as funções vitais do órgão. Já no caso do coração e do fígado, o transplante é urgente para que os pacientes possam continuar a viver”, ressalta Domany.
DADOS – Entre janeiro e novembro de 2016, foram realizados 1.308 transplantes, sendo 34 de coração, 104 de fígado, 254 de rim, 6 de rim/pâncreas, 726 de córnea, 178 de medula óssea e 6 de válvula cardíaca. Durante todo o ano de 2015, foram 1.348 procedimentos.
Já em fila de espera, são 1.188 pacientes, sendo 797 de rim, 283 de córnea, 81 de fígado, 13 de medula óssea, 12 de coração e 2 de rim/pâncreas.

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